Mundial FIFA 2026
Portugal 2 1 Croácia
Estádio de Toronto - Canadá

Sofrimento até ao fim Uffff… Fado, Diogo Costa, VAR, IMU, Jota e Pistoleiro em Toronto

Sofrimento à portuguesa no apuramento para os oitavos de final. Eliminatória chegou a estar quase perdida, mas reviravoltas nas decisões do árbitro, azar e sorte, resultaram num apuramento sofrido de Portugal.

Gonçalo Ramos Portugal Croacia Toronto FPF
Gonçalo Ramos entrou e marcou no final do jogo. (foto: Federação Portuguesa de Futebol)

Foi um jogo de loucos com emoção até ao fim. Portugal esteve quase eliminado, conseguiu virar o resultado e, no último suspiro, já depois da hora, parecia que tudo tinha desabado… Valeu o olhar rigoroso do VAR, as defesas impossíveis de Diogo Costa, a inspiração de Diogo Jota e o pistoleiro Gonçalo Ramos, para que o apuramento se tornasse realidade.

Pode dizer-se que foi um apuramento à portuguesa, onde foi preciso saber sofrer.

Do outro lado, um sofrimento ainda maior, com a seleção da Croácia a aguentar até ao último segundo, a conseguir a vantagem no encontro, muito perto de conseguir ampliar essa vantagem logo a seguir, a sofrer o empate numa grande penalidade que inicialmente ninguém viu e a conseguir um golo arrancado a ferros, mesmo no último segundo, que acabaria anulado porque a bola terá raspado num fio de cabelo de Igor Matanovic, um pequeno toque só detetado pela tecnologia IMU (Unidade de Medição Inercial), usada pela FIFA.

A tecnologia está posicionada no centro da bola e deteta a velocidade, trajetória e o momento em que a bola sofre um toque. Nas imagens ninguém viu o toque, mas no ecrã foi colocado um gráfico que mostra o momento exato em que a bola é tocada pelo jogador croata.

Num jogo que estava a ser dominados pelos portugueses, a pressionar alto a defesa croata, foi a seleção da Croácia a adiantar-se no marcador, depois de uma falha defensiva a conceder espaço ao adversário para chegar ao golo por Ivan Perisic aos 53 minutos.

O golo afetou a seleção portuguesa e, logo a seguir, aos 56 minutos, novo golo da Croácia que parecia resolver a eliminatória. Apesar de parecer legal, o árbitro assistente assinalou um fora de jogo que seria confirmado pelo VAR, para alívio da seleção portuguesa e adeptos. Nas imagens foi possível confirmar que Nikola Vlasic estava claramente adiantado em relação ao penúltimo adversário quando a bola foi passada por Petar Sucic.

Aos 61 minutos os portugueses explodiram de alegria, mas o golo de Ronaldo foi bem anulado por fora de jogo de centímetros. Mais uma vez, o VAR a resolver o caso.

Aos 65 num cruzamento para a área, Portugal falha por pouco o empate. No entanto, o VAR chamou o árbitro para analisar as imagens. Nikola Vlasic agarrou e puxou Renato Veiga, impedindo o defesa português de chegar à bola. O árbitro concordou e marcou a grande penalidade. Ronaldo rematou para o meio da baliza e reacendeu a esperança no apuramento.

Aos 80 a Croácia chega novamente ao golo. Mais um balde de água fria, que só a tecnologia conseguiu reverter. Vistas as imagens, Petar Sucic estava ligeiramente adiantado e foi assinalado fora de jogo

O árbitro decidiu dar 10 minutos de compensação, e foi aos 94 que o pistoleiro Gonçalo Ramos apareceu! Cruzamento perfeito de Rafael Leão e, de cabeça, Ramos meteu a bola na baliza. Parecia que estava resolvido, mas não podia haver apuramento sem o sofrimento à portuguesa.

Já para lá do tempo de compensação dado pelo árbitro, com o banco português a exigir o fim do jogo, golo da Coácia aos 90+13! Parecia impossível… E foi. Na repetição ficou a dúvida se Igor Matanovic teria tocado na bola antes do golo de Pasalic. As imagens pareciam validar o golo, mas valeu a tecnologia à seleção portuguesa, neste caso tecnologia IMU e avançada de fora de jogo semiautomático (SAOT), impulsionada por Inteligência Artificial, avatares 3D dos jogadores e uma bola inteligente com sensores integrados. O árbitro confirmou o toque na bola e o golo foi invalidado, despertando a fúria e a frustração natural dos adeptos croatas.

Pelo meio bolas no poste, na trave e defesas impossíveis de Diogo Costa, que voltou a salvar a Seleção.

Um apuramento difícil, sofrido, mas para muitos, justo.

Veremos que versão da seleção vamos ter contra a Espanha nos oitavos de final do Mundial.

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