
Foi a última dança de Portugal no Mundial e foi ao som do flamenco… O duelo entre as nações ibéricas ficou marcado por uma seleção portuguesa a cantar o fado, conformada com a sua triste sina e uma seleção espanhola que soube manter a consistência ao longo dos 90 minutos, deixando os portugueses numa aflição, a tentar sobreviver até ao prolongamento.
A primeira parte até foi equilibrada e Portugal conseguiu ter o domínio em alguns momentos do jogo. Aos 40 minutos, Nuno Mendes chegou a mandar a bola ao travessão, depois da bola desviar ligeiramente na defesa espanhola.
Mas a segunda parte foi estranhamente diferente, com Portugal a baixar as suas linhas muito cedo e a permitir que Espanha tomasse conta do jogo. Foi valendo mais uma enorme exibição de Diogo Costa, que ia adiando o que parecia inevitável.
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A pausa para hidratação foi um alívio para os adeptos portugueses, esperançosos que, após esta paragem, a equipa se reorganizasse e saísse daquele sufoco. Não aconteceu.
A Espanha continuou a dominar e a encostar cada vez mais a equipa portuguesa lá atrás. Foi sem surpresa que, já no tempo de descontos, Mikel Merino que tinha entrado pouco antes, apareceu na cara de Diogo Costa que, desta vez, não conseguiu adiar o golo.
Portugal acordou e foi para cima do adversário tentando fazer nos cinco minutos que faltavam aquilo que não fez nos últimos 45.
A Espanha foi um justo vencedor, contra uma equipa que começou a segurar o empate no início da segunda parte. Roberto Martinez, no final do jogo, disse que Portugal merecia ir ao prolongamento.
O jogo marcou a despedida de Portugal do Mundial, a despedida de Ronaldo da competição e a despedida de Roberto Martinez do comando da Seleção.



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