
É a maior e mais antiga feira de artesanato de Portugal, e regressa a Vila do Conde entre os dias 25 de julho e 9 de agosto, com uma edição dedicada às manifestações culturais portuguesas reconhecidas pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
A 48.ª Feira Nacional de Artesanato, organizada pela Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde (ADAPVC), em parceria com a Câmara Municipal, vai instalar-se nos Jardins da Avenida Júlio Graça mais de duas semanas, reunindo cerca de 200 artesãos de todas as regiões do país. O certame é reconhecido como o mais antigo e maior do seu género em Portugal, e dedica a edição deste ano à valorização do património cultural vivo, com um pavilhão temático inteiramente consagrado às práticas inscritas nas listas de Património Imaterial da UNESCO.
Estarão representadas doze manifestações culturais portuguesas, reconhecidas pela UNESCO, como o Fado, a Dieta Mediterrânica, o Cante Alentejano, Falcoaria, o Figurado de Estremoz, os Caretos de Podence, as Festas do Povo de Campo Maior e a Arte Equestre Portuguesa, todas elas inscritas na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial, bem como três artes que estão incluídos na Lista do Património que Necessita de Salvaguarda Urgente, nomeadamente, o Fabrico de Chocalhos, a Olaria Negra de Bisalhães e o Barco Moliceiro, que estão em risco de desaparecer. Segundo uma nota enviada à comunicação social, o pavilhão temático vai incluir conteúdos expositivos, recursos multimédia e informação sobre cada uma destas práticas, com o envolvimento das entidades responsáveis pelas respectivas candidaturas.
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Esta 48ª edição, tem ainda uma dimensão estratégica para o próprio concelho vilacondense, uma vez que a exposição integrará as Rendas de Bilros, a Construção Naval em Madeira e os Tapetes de Flores de Vila do Conde, três práticas locais que a autarquia pretende candidatar à UNESCO.
Para além do pavilhão temático, o programa inclui demonstrações ao vivo de ofícios tradicionais, grupos de música tradicional, ranchos folclóricos, Jornadas Gastronómicas com especialidades regionais e a exposição dos trabalhos finalistas da 4.ª edição do Concurso Jovem Artesão. O momento mais emblemático do certame, acontece no dia 2 de agosto, Dia da Rendilheira, com dezenas de artesãs a trabalhar ao vivo ao longo do recinto da feira.
A Feira Nacional de Artesanato decorre de segunda a quinta-feira das 17h00 às 24h00, e de sexta a domingo das 15h00 às 24h00, com entrada gratuita, nos Jardins da Avenida Júlio Graça, em Vila do Conde.



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