A participação do escritor britânico, nascido na Índia, Salman Rushdie, no festival literário BABELL no Coliseu do Porto, obrigou a organização a “especiais cuidados de segurança”, segundo informação avançada pelo Jornal de Notícias.

Salman Rushdie é um dos pontos altos do programa do festival literário BABELL, que decorre no Porto até ao próximo dia 29 de junho. A sessão será moderada por Alberto Manguel e está marcada para este domingo, pelas 21h30, no Coliseu do Porto, tratando-se do único momento do festival que decorre num espaço fechado.
Segundo reportagem do Jornal de Notícias, publicada hoje, a participação do escritor “tem obrigado a organização a especiais cuidados de segurança“. Recorde-se que, em agosto de 2022, Rushdie foi esfaqueado entre dez a quinze vezes no palco da Chautauqua Institution, em Nova Iorque, instantes antes de uma palestra, ficando cego do olho direito e com danos permanentes numa mão. O atacante foi condenado em 2025 a 25 anos de prisão.
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O ataque inviabilizou a vinda do escritor ao Porto nesse ano, cuja presença numa conversa já tinha sido agendada pela Livraria Lello, mas acabou por ter que ser cancelada.
Desde a publicação do livro “Os Versículos Satânicos”, em 1989, Salman Rushdie tem sido alvo de várias ameaças à sua segurança e à própria vida. Na altura da publicação do polémico livro, o aiatola Khomeini emitiu uma fatwa pedindo a morte do escritor, decreto que o atual líder supremo iraniano reafirmou, em 2017 e continua em vigor.
Rushdie tem várias obras publicadas e, em 2024, escreveu “Knife: Meditations After an Attempted Murder” onde recorda o ataque de foi alvo nos Estados Unidos.
O último livro publicado é intitulado “The Eleventh Hour: A Quintet of Stories“, e consiste numa coletânea de cinco narrativas curtas, publicada no final de 2025.
O escritor está na cidade do Porto desde sexta-feira, com o objetivo de conhecer melhor a cidade invicta.



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