Dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter atingiram a região central da Venezuela na noite desta quarta-feira. O segundo sismo ocorreu menos de um minuto depois do primeiro abalo. O balanço mais recente, avançado esta quinta-feira pela presidente interina do país, aponta para pelo menos 164 mortos e 971 feridos, depois de um primeiro balanço provisório ter indicado 32 mortos e 700 feridos. No entanto, o Serviço Geológico dos Estados Unidos estima, com base em modelos informáticos, que a tragédia possa ser muito maior, e situar-se entre os 10 mil e 100 mil mortos.
O epicentro do primeiro sismo localizou-se perto da costa do estado de Sucre, a uma profundidade de cerca de dez quilómetros, fator que ampliou os efeitos do abalo à superfície. Os tremores foram sentidos em Caracas e em várias outras regiões do país, além de zonas da Colômbia, Trinidad e Tobago e outras ilhas das Caraíbas. Em Caracas e na região vizinha de La Guaira, considerada a área mais afetada e agora classificada como zona de desastre, vários edifícios colapsaram.

O principal aeroporto do país, em Maiquetía, foi encerrado devido aos danos elevados causados pelo terramoto. Mais de oito mil pessoas constam atualmente como desaparecidas num site criado para reportar vítimas. Foi declarado estado de emergência nacional, com equipas de salvamento, agentes da polícia e unidades caninas a realizar buscas e operações de resgate nas zonas mais afetadas.
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Fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros garantiu que, até ao momento, não há informação de portugueses entre as vítimas mortais ou feridos. A mesma fonte não exclui essa possibilidade, mas sublinha que não existe, para já, qualquer registo nesse sentido. O ministério garante estar em contacto com as missões diplomáticas e consulares portuguesas no país, e os consulados-gerais em Caracas e Valência disponibilizaram linhas telefónicas e contactos de email para portugueses reportarem situações de emergência.
O Governo português manifestou disponibilidade para enviar ajuda de emergência e humanitária à Venezuela, em coordenação com as autoridades locais.
A Venezuela está situada numa zona de intensa atividade sísmica, uma vez que se situa na fronteira entre a Placa do Caribe e a Placa Sul-Americana. O sismo de magnitude 7,5 é apontado como o mais forte a atingir o país em mais de um século, sendo necessário recuar até 1900 para encontrar um tremor de terra de magnitude superior a este.



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