
A Câmara Municipal de Vila Real aprovou o maior orçamento da sua história, no valor de 128 milhões de euros, dos quais cerca de 75 milhões se destinam a investimento. O orçamento da autarquia para 2026 representa um aumento de 23% face ao ano anterior, mais 23,7 milhões de euros, impulsionado, sobretudo, pelo reforço de fundos comunitários dos programas Portugal 2030 e Norte 2030.
O presidente da autarquia, o socialista Alexandre Favaios, classificou o orçamento como “ambicioso” e focado nas “novas gerações”. Entre as medidas anunciadas estão a isenção de IMI durante cinco anos para jovens até aos 35 anos na compra da primeira habitação (até 250 mil euros), a redução da participação do município no IRS para 4,5%, a requalificação da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, num investimento de 35 milhões de euros e a construção do Museu do Barro Preto de Bisalhães.
O documento foi aprovado apenas com os votos da maioria do PS, com os dois vereadores do PSD e o vereador eleito do Chega a votarem contra. O PSD local justificou a oposição, alegando que faltam a este orçamento “prioridades definidas e garantias de execução” para um investimento desta dimensão, defendendo ainda uma política fiscal “mais corajosa, responsável e justa“. Classificou ainda o pacote fiscal aprovado como “anémico e insuficiente“.
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