Um grupo de grandes empresas juntou-se para investir na floresta portuguesa através de um fundo liderado pela seguradora Fidelidade. No total, o fundo já reúne cerca de 12 milhões de euros e pretende apostar numa gestão mais ativa e organizada do território.

Entre os investidores, neste designado Fundo Florestas de Portugal, estão grupos como a Corticeira Amorim, a Jerónimo Martins, a Mota-Engil e a REN, cujo objetivo passa por melhorar a gestão florestal, promover a biodiversidade e reduzir o risco de incêndios, um dos grandes problemas do país.
Portugal continua a ser um dos países europeus mais afetado por este flagelo, muitas vezes agravados pelo abandono dos terrenos e concentração de grande volume de matéria combustível. A fragmentação da propriedade e a falta de planeamento eficaz, também contribuem para estes fenómenos extremos nos meses mais quentes.
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Outro grande desafio está na predominância de monoculturas, como o eucalipto que, sendo economicamente relevante, está frequentemente associado a maior propagação de incêndios, por se tratar de uma espécie que produz muito material inflamável e, muitas vezes associado a uma gestão inadequada, cria condições para a propagação dos fogos.
O Fundo financeiro está obrigado a alocar pelo menos 50% da sua carteira na plantação de espécies autóctones
O Fundo Florestas de Portugal pretende intervir nos pontos mais críticos, promovendo uma exploração mais sustentável e organizada da floresta. Ainda assim, alguns especialistas alertam que o valor investido é reduzido face à dimensão do problema estrutural da floresta portuguesa.
Apesar do reforço financeiro, continuam por resolver questões de fundo, como a limpeza regular dos terrenos, o ordenamento do território e a articulação entre proprietários, fatores que são considerados essenciais para prevenir incêndios de grande dimensão.
Este fundo investe exclusivamente em florestas portuguesas e é obrigado a alocar pelo menos 50% da sua carteira a espécies autóctones.

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