O projeto do Museu do 25 de Abril, previsto para o Terreiro do Paço, em Lisboa, está envolto em incerteza depois de o jornal Expresso ter revelado que o Governo ainda não libertou as instalações do Ministério da Administração Interna nem disponibilizou os 5,2 milhões de euros previstos para a sua concretização.
De acordo com a mesma informação, o atraso no cumprimento destas etapas essenciais está a levantar dúvidas sobre o futuro do museu, um projeto considerado simbólico para a preservação da memória da Revolução dos Cravos.
O Livre já reagiu, questionando as intenções do Executivo e exigindo esclarecimentos sobre o cumprimento do protocolo anteriormente assinado. O partido manifesta preocupação com a falta de avanços concretos e pede maior transparência no processo.
Governo não prestou esclarecimentos detalhados sobre os atrasos ou sobre o futuro do investimento previsto
O porta-voz do partido, Rui Tavares, critica o que considera ser uma ausência de informação clara por parte do Governo e admite receios quanto ao destino do espaço. Entre as hipóteses levantadas está a possibilidade de o edifício vir a ser desviado para fins privados, como a instalação de uma unidade hoteleira.
O Museu do 25 de Abril foi pensado como um espaço dedicado à valorização da democracia e à divulgação da história da revolução de 1974, num local central da capital. No entanto, os recentes desenvolvimentos colocam em causa o calendário e até a concretização do projeto.
Até ao momento, o Governo não prestou esclarecimentos detalhados sobre os atrasos ou sobre o futuro do investimento previsto, mantendo-se a incerteza em torno de um equipamento considerado estratégico para a memória coletiva do país.