
O Orçamento e as Grandes Opções do Plano da Câmara Municipal de Gondomar para 2026 está fixado num montante global histórico de 165,8 milhões de euros. Um valor que representa um aumento significativo de 16,6 milhões de euros, em comparação com o orçamento do ano anterior.
O orçamento foi aprovado por maioria, em reunião de Câmara extraordinária, com os votos favoráveis do PS (que governa a autarquia), e a oposição do PSD/IL e do Chega, que votaram contra o documento.
A oposição justifica o voto contra por considerar que o documento peca por falta de ambição estratégica, continuidade excessiva e insuficiente alívio fiscal. O PSD criticou o orçamento, considerando que se foca em demasia na manutenção do funcionamento da máquina autárquica, falhando em apresentar uma estratégia disruptiva ou novas soluções para o desenvolvimento económico e fixação de população no concelho.
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A coligação PSD/IL considerou a redução de 2,5% na taxa do IMI pouco ambiciosa e defende uma descida mais agressiva dos impostos municipais (como o IMI e a devolução da taxa de IRS aos munícipes) para aumentar diretamente o poder de compra das famílias e atrair empresas.
A estratégia delineada pelo executivo liderado por Luís Filipe Araújo, aposta em três pontos chave: as pessoas, a habitação e a sustentabilidade. Um dos grandes destaques deste orçamento é o investimento na habitação pública, impulsionado pelos fundos comunitários. A Câmara de Gondomar prevê executar a construção de cerca de 140 novas casas, além do alargamento do parque habitacional municipal e de intervenções focadas na eficiência energética dos edifícios já existentes, grande parte cofinanciada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Paralelamente ao esforço de investimento, o município desenhou uma política de alívio fiscal direcionada para as famílias residentes no concelho. O orçamento prevê ainda uma redução de 2,5% na taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para 2026, combinada com os benefícios previstos pelo IMI Familiar. O executivo espera que esta medida possa resultar numa diminuição de cerca de 1,05 milhões de euros na receita fiscal da autarquia, uma decisão justificada pela liderança local como um passo necessário para garantir a equidade social e mitigar os custos de vida, mas a oposição critica e considera a medida pouco ambiciosa.
No plano macroeconómico, o orçamento pretende – segundo o atual xecutivo – consolidar a transição ecológica e a modernização dos serviços públicos do concelho. Os recursos estão alocados para promover a qualificação sustentável do território, a valorização dos ativos naturais e o desenvolvimento de infraestruturas que tornem o quotidiano dos cidadãos mais funcional. Segundo os documentos das Grandes Opções do Plano da Câmara de Gondomar, estas metas visam modernizar os canais de atendimento administrativo, com vista a torná-los mais céleres e resilientes às exigências digitais do presente.
O executivo municipal defende que este plano garante estabilidade financeira de longo prazo, ao mesmo tempo que assegura os fundos estruturais essenciais para a modernização regional. O foco permanece em converter a localização geográfica do município num motor de captação de novas empresas e na retenção contínua de novos habitantes.



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