O PSD, CHEGA e CDS-PP votaram contra a convocação do Embaixador de Israel em Lisboa, para um protesto formal pelos ataques realizados contra o Líbano. A votação do projeto de resolução do BE, ocorreu na Assembleia da República na passada sexta-feira, 29 de maio.
O projeto foi chumbado com os votos contra da direita e a abstenção da IL. Votaram a favor o PS, L, PCP, BE, PAN e JPP.
No documento, sujeito a votação no parlamento, o BE lembrava que “o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, entre a noite de 7 de abril e a madrugada de 8 de abril, gerou a esperança de um fim da guerra“. No entanto, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, declarou imediatamente que este acordo não abrangia o Líbano, posição que foi confirmada pelo próprio Presidente americano, Donald Trump.
Também vais gostar de ler:
EleiçõesLeonor Beleza, André Ventura, Carlos Moedas, Pedro Duarte e Carlos César eleitos para Conselho de Estado
FinançasCésar do Paço, financiador do Chega, entra na Global Media, dona do DN, JN e TSF
AmbienteEspanha dá luz verde para a mina de volfrâmio na fronteira com o Parque Natural de Montesinho
O Bloco recorda ainda que, “poucas horas depois, Israel lançou contra o Líbano a designada Operação Eternal Darkness: o maior ataque coordenado desde o início da guerra, visando mais de 100 alvos em Beirute, no Vale do Bekaa e no sul do país, matando cerca de 300 pessoas numa única vaga de bombardeamentos“.
No projeto de resolução, o BE refere que a Operação Eternal Darkness constitui “um ato de força completamente ilegal à luz do Direito Internacional” e considera que “o papel desestabilizador das forças de Israel merece a condenação e a preocupação de todos os democratas e defensores dos direitos humanos e da paz“.
O Bloco chega a citar a antiga ministrado CDS, Assunção Cristas, que referiu que “o que está a acontecer no sul do Líbano é desastroso e é inaceitável“, lembrando o desrespeito do Estado de Israel pela liberdade religiosa, ao impedir o acesso de cristãos ao Santo Sepulcro durante as celebrações da Sexta-feira Santa.
Por estes motivos, o BE entende que a República Portuguesa “tem o dever de manifestar o seu protesto junto do Estado de Israel“, solicitando a convocação do Embaixador de Israel em Lisboa “para lhe transmitir um veemente protesto contra a escalada militar e as operações lançadas pelo Estado de Israel em território libanês no dia 8 de abril de 2026, à margem do Direito Internacional“.
Sujeito a votação, o projeto foi rejeitado pelas bancadas do PSD, CHEGA e CDS.
Comentários