
O património do Boavista, constituído pelo estádio, edifício da residência para atletas, complexo desportivo, campo de treino, quadras de ténis, terreno, oito lojas e dois apartamentos no condomínio do Bessa, está à venda num leilão por um valor-base de cerca de 39 milhões de euros.
No site leiloeira LEILOSOC Worldwide é possível ver o património a leilão. O Estádio do Bessa tem um valor base de 31.068.781 euros. Já os terrenos do complexo desportivo, com viabilidade de construção para 130 apartamentos, tem por base um valor de cerca de 7 milhões de euros.
O Boavista é um dos clubes mais representativos da cidade do Porto, um dos mais antigos e emblemáticos de Portugal
O leilão abrange todo o património que resta do clube portuense que acumula dívidas superiores a 150 milhões de euros. Perante este cenário, em setembro de 2025 foi aprovada a liquidação do património do Boavista para travar os prejuízos da massa insolvente.
O atual presidente do clube, Rui Garrido Pereira, num comunicado enviado aos sócios, mostrou-se surpreendido com o leilão do património do clube e garantiu que tudo fará para evitar a liquidação e que o clube vai continuar.
Por sua vez a claque do Boavista, “Panteras Negras”, também emitiu um comunicado a anunciar que vai recorrer aos tribunais para tentar travar a venda judicial do património do clube, com críticas à atual direção.
Fundado a 1 de agosto de 1903, o Boavista é um dos clubes mais representativos da cidade do Porto, um dos mais antigos e emblemáticos de Portugal, mas o seu futuro continua a ser bastante incerto.
O Boavista chegou a inscrever a equipa sénior de futebol na quarta e última divisão distrital, mas acabou por abdicar de competir em outubro, sem ter disputado qualquer partida esta época.
O clube tem uma equipa de sub-19 integrada na II Divisão nacional desse escalão, mas soma já sete impedimentos de inscrição de novos futebolistas junto da FIFA.